Cuidar dos animais
Cabras, galinhas, coelhos e outros animais adequados a uma fazenda pequena. As crianças ajudam a alimentar. Os mais velhos orientam, contam e ficam de olho.
Uma comunidade viva · Bósnia e Herzegovina
Um lugar novo na Bósnia onde os mais velhos, as crianças, a natureza e o ofício se encontram todo dia.
A grande ideia
Na maioria das formas modernas de cuidado, as gerações vivem separadas. As crianças crescem na creche. Os mais velhos moram em casas de repouso. Acreditamos que existe outro caminho. Um lugar onde crianças e pessoas mais velhas se encontram todo dia. Onde o conhecimento e uma história podem ser passados adiante. Onde uma criança traz curiosidade e energia. Onde o cuidado não é só o que alguém precisa, mas o que alguém ainda pode dar.
Um canteiro pequeno, uma oficina, uma cozinha ou um galpão de jardim já dão motivo para se encontrar. Sem horário, é só trabalhar lado a lado.
E no meio nasce algo novo.
Chegada e café da manhã
Horta e animais
Oficina compartilhada
Almoço
Descanso e silêncio
Histórias, música e brincadeira
Estar ao ar livre
Despedida
Nem todo mundo faz tudo junto. Há atividades compartilhadas e individuais, áreas de silêncio, áreas para crianças, áreas de cuidado, salas de pouco estímulo, espaços fechados e coisas para fazer ao ar livre. Acolhedor, e profissional.
A fazenda de cuidado
Na fazenda o encontro acontece quase sozinho. Sempre há um bicho para alimentar, um canteiro para capinar ou um caixote para carregar, e o trabalho pede dois pares de mãos de idades diferentes.
Cabras, galinhas, coelhos e outros animais adequados a uma fazenda pequena. As crianças ajudam a alimentar. Os mais velhos orientam, contam e ficam de olho.
Semear. Plantar. Regar. Colher. Provar. Conservar. As crianças aprendem de onde vem a comida. Os mais velhos trazem o saber do cultivo de uma vida inteira.
Maçãs, ameixas, peras e outras frutas que dão bem aqui. A colheita vira uma pequena festa compartilhada.
Ervas perfumadas e flores, um jardim feito para os sentidos: para uma criança que quer cheirar tudo e para uma mão mais velha que reconhece cada folha.
Madeira, materiais naturais, projetos simples de construção e casinhas de passarinho, sempre com alguém por perto que sabe como a ferramenta quer ser segurada.
Escolha seu dia
Ninguém é colocado num programa. Toda manhã há um quadro com o que vai acontecer, e cada um, com quatro anos ou com oitenta e quatro, escolhe onde estar.
O ateliê de cerâmica
argila → mãos → forma → esmalte → forno → objeto
Uma criança e uma pessoa mais velha podem fazer algo juntas: uma tigela, uma caneca, um azulejo, uma figura pequena, uma lembrança. Depois o objeto guarda a história, e fica na casa muito tempo depois que a tarde acaba.



A oficina de madeira
Os mais velhos passam um ofício às crianças: casinhas de passarinho, banquinhos, brinquedos de madeira, floreiras, móveis simples, consertos e enfeites. De perto e com carinho, e sempre com orientação.
Um marceneiro que há dez anos não pega numa plaina pega de novo porque uma criança de sete anos quer saber como funciona. É a ideia inteira, num só gesto.
Fora



A cozinha
cultivado → colhido → cozido → partilhado
Lavar verduras, dar forma à massa, partir o pão, fazer sopa, guardar frutas em conserva, pôr a mesa e comer juntos. Não é gastronomia: é uma família grande dividindo uma refeição.
As pessoas do conceito
Quatro pessoas que ainda não existem, para que o conceito seja lido como realidade humana e não como um plano. Elas são a razão de cada escolha nesta página.
Mira, 78
Gosta de flores, de partir o pão e de contar histórias.
Amar, 5
Quer saber tudo sobre animais e está sempre fazendo alguma coisa de madeira.
Hasan, 82
Foi marceneiro e gosta de passar o que sabe adiante.
Lejla, 4
Vai ver as galinhas logo cedo, toda manhã.
O lugar
Percorra o conceito. Escolha um lugar e veja quem se encontra ali e o que acontece.
Escolha um lugar na planta.
Um dia
Uma criança chega com o pai.
Um morador mais velho entrega a uma criança a primeira muda de tomate da estação.
No ateliê de cerâmica uma tigela pequena começa a ganhar forma.
As cabras recebem visita.
Todos dividem a sopa.
Descanso.
Um homem mais velho conta sobre seu primeiro brinquedo de madeira.
As crianças constroem sozinhas uma casinha de passarinho.
A horta fica quieta.
Amanhã continua.
Por que isso importa
As sociedades modernas perderam boa parte do encontro entre gerações que antes acontecia sozinho. Este projeto tenta devolver essa ligação ao dia a dia: não colocando velhos e jovens na mesma sala, mas criando as condições em que eles fazem algo juntos, cuidam de alguma coisa, dividem e riem. Pensado em torno da dignidade, da segurança e do cuidado profissional.
Pertencimento
Todos pertencem.
Propósito
Todos podem contribuir.
Aprender
Todos podem aprender.
Conexão
As gerações se encontram.
Alegria
O dia a dia pode ser alegre.
Um lugar seguro e acolhedor para os filhos e para os mais velhos da família, numa visita só.
Um lugar para morar, encontrar gente, seguir ativo e sentir que um dia ainda significa alguma coisa.
Um lugar para brincar, aprender e fazer coisas, e para conhecer pessoas de todas as gerações.
Um lugar que reúne de novo pessoas, conhecimento, natureza e cultura.
Mais que uma casa de repouso. Mais que uma creche.
Com o tempo o terreno também pode receber famílias da região, voluntários, escolas, artesãos, agricultores, músicos e a vizinhança: feiras, oficinas e pequenos eventos culturais. Um lugar aberto, não uma instituição fechada.
Estamos desenvolvendo um lugar onde cuidado, infância, natureza, ofício e comunidade possam crescer juntos. É cedo, e é justamente por isso que quem chega agora molda o que ele vai ser.
Contato
Três jeitos de falar com a gente. Três motivos.